Berlim e sua história

Sabe aquele lugar que te surpreende o tempo todo? Berlim foi assim. Nunca esteve na prioridade de lugares para visitar na Europa, mas sempre esteve ali, do tipo, quero ir um dia. E o dia chegou. E ainda bem que chegou, graças a um amigo, que me convidou para fazer a trip com ele.. Obrigada Jhonny!

 

img_1372

A CARA DO CANSAÇO NO AERO

 

img_1571Berlim é tudo e mais um pouco. É antiga e moderna ao mesmo tempo. Tem festa, tem museu, tem lojas, tem parques.. exala história, te traz o passado e te leva pro futuro. EU AMEI e indico a todos colocar Berlim no topo de lugares para visitar.
Vamos começar falando de hospedagem. Pela primeira vez, utilizei o Airbnb. E tivemos ótimas experiências. Ficamos em dois lugares, o primeiro com mais dois amigos, o segundo, alugamos sem perceber, um quarto no ap, sendo que o dono estaria por lá. O segundo ap era muito incrível, mas admito que preferiria que não tivesse o dono, ele não interagia muito, e nem a gente parava muito em casa também, mas no geral, ele deixou a gente super a vontade. A opção de airbnb, é ótima pra quando se está entre mais pessoas, pois sai mais barato e tals, mas admito, ainda prefiro a vibe do hostel, e a assistência que eles podem dar, 24/7.
Como chegamos mais para o final do dia, a gente só saiu para tomar uma ceva e jantar mesmo. Procuramos no google, bares perto da região que estávamos, para ir a pé. Achamos um pub , que acabou sendo muito legal, Offside Pub & Whisky Bar.


Na volta, acabamos meio que sem querer,passando na praça 9 de novembro, na ponte de Brosebruck na parte norte de Berlim. A ponte era um dos pontos de fronteira de um lado pra o outro. Foi para esse local que centenas  de pessoas seguiram, depois do anúncio na tv, do fim do muro. Milhares de pessoas foram-se juntando ao longo da noite e os guardas não sabiam o que fazer. A pressão foi tanta que começaram a deixar passar e em poucas horas 20 mil berlinenses de leste cruzaram para Berlim Ocidental. A ponte, o muro e as fotografias que ficaram desse dia continuam  expostas. Hoje existe aqui uma secção do muro ainda preservada e, estranhamente, o muro ainda divide um bairro residencial do resto da cidade.

 

O dia seguinte, como sempre, foi aquele dia, “fazeromáximodecoisassemparar”, haha, então por indicação a gente resolveu pegar um daqueles Sightseeing. Eu na real, nunca tinha feito, sempre achei que era um ônibus, que tinha paradas obrigatórias e tals. Mas funciona de maneira diferente, é sim um ônibus, que tu coloca aqueles radinhos e vai tendo explicações dos lugares que tu vai passando, e ele tem um número x de paradas nos pontos turísticos ( que são muitos, diga-se de passagem) e tu escolhe em qual parada tu quer descer, e tu pode seguir para alguns lugares a pé, e depois subir no ônibus em outro ponto, que tem uma marcação especial indicando que o sightseeing para ali. Particularmente achei muito prático, conseguimos fazer muitas coisas, tendo o bus como noss “táxi” do dia, e sabendo onde exatamente descer. Pra pagar e pegar o Sightseeing, pode ser em vários pontos, mas indico ir na Alexanderplatz, que é um ponto central da cidade, onde acontece muita coisa, e é fácil de chegar se pegar metrô ou trem ou ônibus. Aquele lugar que todo mundo vai saber te ajudar a chegar, sabe? (depois falarei mais sobre)

img_1481

Enfim, vou colocar abaixo o que fizemos.

•Berliner Dom (Catedral de Berlim) . Fica localizada às margens do rio Spree, na Ilha dos Museus. É a maior e mais importante igreja protestante de Berlim, foi construída entre 1894 e 1905., A entrada principal da Catedral de Berlim fica de frente para a Lustgarten, uma praça cercada de árvores e com uma fonte no meio, que é rodeada por um gramado. Ali ao lado, fica também o Altes Museum.

•Memorial do Holocausto. É um memorial dedicado aos seis milhões de judeus mortos durante o regime nazista. O Memorial do Holocausto está a uma quadra do Branderburger Gate.
img_1478

•Brandenburger Gate. está localizado no bairro Mitte na Pariser Platz. Séculos atras o portão de Brandenburgo era um de vários portões usados para entrar na cidade e agora ele é o único destes portões que ainda existe. Veículos e pedestres podiam atravessar o portão livremente até agosto de 1961, quando o Muro de Berlim foi construído e com isto infelizmente o acesso ao portão foi bloqueado. O muro passava em frente ao portão e somente os soldados da Alemanha Oriental que faziam a patrulha do muro podiam se aproximar do portão. Em função disto o portão de Brandenburgo virou símbolo da divisão de Berlim e da Alemanha. Esta situação durou quase 30 anos e somente depois da queda do muro de Berlim em novembro de 1989 é que o portão foi reaberto.

img_1446

Desse ponto, resolvemos atravessar o Tiegarten a pé, e ir parando no muitos pontos turísticos que tem por ali. O parque é grande? É sim. Mas vale super a pena fazer a pé, toda essa região ali, tem muitos pontos legais para se parar, muita coisa bonita pra ver.

Atravessamos, e chegamos no Siegessäule ( Coluna da Vitória), A Coluna da Vitória se localiza no meio do parque Tiergarten, numa rotatória que se chama Grosser Stern e foi construída para comemorar a vitória da Prússia sobre a Dinamarca na guerra Prússia-Dinamarca de 1864.
img_1471

De lá, fomos para a Pinacoteca de Berlim (Gemäldegalerie). Que conta com obras  de Van Eyck,Caravaggio,Vermeer e Rembrandt, além de muitos outros.

Depois disso, era hora de sentar em um lugar, comer algo e tomar uma ceva. Nossa primeiRa tentativa, foi o The Pub, O lugar é bem legal, as mesas tem uma chopeira no meio, e cada um se serve e vai automaticamente para a comanda da pessoa. Apesar do cardápio chamativo, e do sistema, o atendimento inicial foi muiiito ruim, e resolvemos ir para o restaurante ao lado. Comida boa, cerveja boa, e atendimento bom.

E pra encerrar o dia, fechamos com chave de ouro na Alexanderplatz. Que é uma das maiores e principais praças de Berlim.Onde passam várias linhas do metro. Acabou se tranformando em uma grande centro comercial, além de muitas lojas grandes, lojas de departamento, conta com um shopping Center. Não sei se foi algo atipico, ou se sempre tem algo, mas naquele dia a noite foi muito legal. Alguns foodtrucks e drinkrtrucks ( não sei se existe mesmo, ou se inventei um nome, mas é um caminhão ou barraca vendendo bebidas haha). Além disso, tinha tipo uma atração de teatro no meio da praça, com cadeiras, pessoas sentadas que acabavam dançando com o pessoal que tava ali.. Sei lá, não sei explicar, ahha, mas foi divertido.

img_1526
No próximo dia,foi dia de nos mudarmos de ap. Esse Ficava em Samariterstraße, e tinha uma sacadinha/terraço mais fofa do mundo, com uma vista linda <3.


E depois de nos mudarmos, foi hora de começar o turismo do dia. E começamos, pelo Muro de Berlim. Primeiro Comemos algo pelos arredores mesmo, um hambúrguer qualquer em uma micro lancheria. Não vale a indicação.

Enfim, vamos falar um pouco de história. A história da Alemanha é de longe a que mais me fascina. Adoro os livros, filmes. Histórias reais e ficticias que retratam essa época. A história do muro de Berlim começa com o fim da segunda Guerra Mundial, quando a Alemanha foi dividida em quatro zonas de ocupação – cada uma controlada e administrada por um dos países aliados: Estados Unidos, França, Inglaterra e União Soviética. A capital Berlim estava situada na zona de ocupação controlada pelos soviéticos, mas sendo a sede do Conselho de Controle dos Aliados foi também dividida em quatro setores. 1949, as três zonas controladas pelos Estados Unidos, França e Inglaterra foram transformadas na República Federal da Alemanha (Alemanha Ocidental) capitalista e tendo Bonn como sua capital e em 7 de outubro do mesmo ano, à partir da zona controlada pela União Soviética, foi criada a República Democrática Alemã (Alemanha Oriental) comunista e tendo a parte de Berlim oriental como capital. Desta maneira a parte de Berlim ocidental ficou cercada pela Alemanha Oriental. Em 1989 o muro de Berlim começa a ser derrubado, e hoje o trecho mantido mais famoso fica na Mühlenstraße, ao longo do rio Spree, 1316m de extensão e tem diversas pinturas de artistas de diversas partes do mundo. As pinturas expressam os acontecimentos políticos ligados ao muro e estão no lado oriental, por isto chama-se “East Side Gallery”.

img_1552

Em vários pontos da cidade, tem no chão uma trilha de paralelepípedos com uma placa de ferro com a inscrição “Berliner Mauer 1961-1989”, que mostram o percurso por onde o muro passava enquanto estava erguido.

img_1577
De lá, nos voltamos para região do Brandenburger Gate, para ir até o Reichstag, que é o prédio onde fica o parlamento alemão. Você pode visitar o terraço do prédio, gratuitamente, mas precisa agendar com antecedência.

img_1585
Em seguida, fomos ao museu dos Ramones. Sim, eu fui. Não, eu não sou fã. Sou apenas uma amiga muito legal que foi acompanhar o brother de viagem. É um lugar bem pequeno, tem um café na frente, e aos fundos, o museu. Enquanto ele foi visitar o museu, eu fiquei de boas, tomando uma ceva, e curtindo uma musica (do Ramones, of course).


Depois do museu, paramos para comer em um restaurante, que eu esqueci o nome :(( Todas minhas anotações de Berlim de perderam no meu antigo telefone, quando troquei. E Até hoje não sei porque, não foram salvas pelo Icloud. Por isso, perdi muitos detalhes, como nome de restaurantes, um café que paramos perto do Muro de Berlim também.

 

O dia seguinte, foi aquele mais esperado. Como citei antes, sou fascinada pela história do controle Nazista. Provavelmente por achar tão difícil compreender, tais absurdos, vindo de “seres humanos”. Morro de vontade de ir para Polonia, para ir em Auschwitz, mas isso ainda está na lista. Dessa vez, fomos no campo de Concentração Sachsenhausen, que fica em uma cidade a mais ou menos 1 hora de distância de Berlim, chamada Oranienburg. Pra chegar lá, você pegar um trem na estação central de Berlim. Praticamente todo mundo que vai para essa cidade, é para ir no campo de concentração, então logo que sai da estação, já tem indicação de um ônibus que pega, que leva diretamente para o campo. Ou pode pegar taxi também, como tinha muuuuita gente, achamos melhor pegar o táxi, e dividindo em dois, deu mais ou menos o mesmo preço.

img_1625


Bom, não tem como descrever como é estar em um lugar desses. A energia é super pesada. Você vai escutando a história, lendo, vendo e da um aperto gigante no peito. Sachsenhausen foi considerado um dos três maiores campos de concentração do regime nazista na Alemanha. Uma coisa importante que você acaba escutando no áudio guia da visita é que os prisioneiros não necessariamente eram judeus, entre eles estavam também estudiosos, professores universitários, homossexuais e todos aqueles que eram contra o regime nazista.
Pra mim a pior parte, foi quando explicaram sobre os alojamentos, e rotina dos prisioneiros.
Os banheiros eram divididos onde eles faziam as necessidades, e outro onde se lavavam (pq nem de banho se pode chamar né?). Eles só podiam usar o banheiro, pela manhã e no final do dia, por alguns minutos. Os mais fracos, velhos ou doentes, as vezes caiam, e eram atropelados pelos outros, e ficavam jogados no chão, em meio ao xixi e cocô. Já os banhos, eram permitidos na parte da manhã, as vezes 400 pessoas ficavam espremidas dentro de um desses ambientes, e tinham apenas 30 minutos para todos estarem limpos. Isso quando os soldados, não afogavam os “prisioneiros” tanto no vazos sanitários.
Entre o banheiro e o lavatório, tinha uma mini sala, que era um deposito, de vassouras e outros materiais de limpeza. Mas, quando os guardas estavam entediados, usavam para torturar os prisioneiros. As vezes mandavam um homem entrar ali, e ficar horas parado, sem mexer nem um milímetro e nem encostar nas paredes, ou enchiam a sala com o máximo de pessoas possível, e deixavam eles por horas lá, causando até a morte de alguns, por sufocamento.

img_1634img_1636-1img_1637img_1639img_1640

Além disso, existia uma prisão mesmo, que os prisioneiros, que não seguiam as regras, eram presos, e ficavam até sem comida, e em uma situação mais deplorável ainda.

img_1643
Foi pesado, mas foi importante estar lá. Sou descendente Alemã, mas além disso, é importante entender a história da humanidade, aprender sobre o sofrimento de muitos, para a evolução e liberdade que a grande maioria dos países tem hoje. Índico a todos fazer essa viagem no tempo, pra época mais absurda na história Alemã.

img_1650

LIVRO COM NOME DE TODOS OS MORTOS NO CAMPO DE CONCENTRAÇÃO!

 

E Assim encerrou a trip de Berlim.
Concluo sem dúvida meu encanto e fascínio por lá. Amei tudo.

Se você não pensa em ir, mude de idéia, e vá.
Beijos e até o próximo post ❤

Um comentário sobre “Berlim e sua história

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s