Minha alma é sueca, por Fernanda Jaques.

Oba oba. Mais um texto de uma convidada do blog, compartilhando com a gente uma de  suas experiências pelo mundo. Eu ja fiquei desejando uma ticket para Suécia, tipo para amanhã. Curtam o depoimento dela abaixo.

Minha alma é sueca

 

Para as pessoas que (ainda) me seguem no Facebook, toda vez que eu posto alguma coisa, deve surgir o mesmo pensamento: lá vem aquela chata falar da Suécia DE NOVO.

 Pois é. Eu falo muito da Suécia. Com paixão. Com entusiasmo. Com orgulho de ter estado lá. 

De uns anos pra cá, alguma coisa na internet fez com a minha atenção seletiva corresse em direção a notícias e matérias sobre o país nórdico. Não sei bem ao certo como, mas em pouco tempo, tudo que eu lia me fazia acreditar que o maravilhoso povo sueco era o mais civilizado do planeta. E o mais inteligente. E o mais resolvedor de problemas sociais. E o mais lindo, claro ❤

 

Virou meio que uma obsessão estudar a cultura svenska. Cogitei me mudar pra lá. Ainda cogito, na verdade (mas ninguém nunca respondeu às 450 candidaturas feitas pelo Linkedin).

 

Assim que a oportunidade surgiu (AKA férias na Europa), dei um jeito de incluir Estocolmo (a capital da Escandinávia) no roteiro. Mesmo que isso provocasse um rombo de R$10 mil (ou mais) no orçamento. Mas azar. Eu TINHA que ir lá. E fui. Fomos.

 

Estocolmo é uma cidade inacreditavelmente bela. Como é formada por ilhas, você entra em contato com a água em diversos pontos onde a vista é de tirar o fôlego. Além disso, é muito arborizada e, no outono, isso significa cores vibrantes e amareladas por todos os cantos.

     Foi o grande ponto de descanso da nossa viagem. Acordávamos mais tarde e dormíamos mais cedo e o motivo, pasmem: nada abre antes das 11h e nada funciona depois das 19h. Os bares e restaurantes até ficam, mas o varejo TODO fecha. E as ruas ficam vazias.

   
  

Aliás, esse é o segredo do sucesso sueco: o país é vazio. Do avião a gente praticamente só avista natureza e água. Saudades!
   

Não pegamos fila em nenhum local. Nenhum museu. Nenhum restaurante. Nenhum empurra-empurra no metrô. NADA. Tudo flui com uma paz raramente vista. Cachorros, bicicletas e carrinhos de bebês têm locais especiais nos trens. Sim. Muito-amor.  

      
 
Todas as pessoas são bilíngues. Ao menor sinal de testa franzida ao som do sueco a frase seguinte era “sorry!”. É bom estar com o inglês em dia, até porque nem todos os locais têm cardápio em inglês (daí cê tem que pedir uma informação sobre o que é cada prato).  

 

Em função da língua, fica um pouco mais fácil se perder no metrô. Mas se perder no metrô significa descobrir obras de arte em quase todas das 100 estações: elas foram pintadas e customizadas por vários artistas! Cada uma mais linda que a outra!

  
   
  

Ficamos em um bairro chamado Södermalm, que é o mais jovem, cheio de bares e lojas. Dali, não gastávamos mais que 15min para chegar onde queríamos de metrô ou mesmo a pé. Durante os 6 dias que ficamos lá, deu pra ter uma boa noção da cidade.

 

Ahhh, para quem curte garimpar brechós e lojas de discos de vinil, uma surpresa: em cada esquina a gente se deparava com um achado desses, totalmente fora do roteiro!  

 

Não existe uma quantidade muito grande museus (como Londres, por exemplo), mas com o que tem por lá, dá pra ter uma ótima noção da cultura sueca. Fomos no Historiska (que conta toda a história sueca, falando muito da era Viking através de belos artefatos em metal da época) e no Vasa (que é um museu construído ao redor de um navio naufragado, que foi encontrado nos anos 50).

 

A moeda lá é muito maluca. Cada 99 SEK (coroa sueca) deve dar uns 45, 46 reais. Impossível converter. Por falar em moeda, é tudo MUITO caro. Uma janta com dois pratos e duas taças de vinho pode custar facilmente entre 500 e 600 coroas.

 

Em contrapartida, quem habita a cidade tem ar puro, segurança e serviços básicos que a gente nem sonha que existam.

   

Para quem está pensando em dar um pulinho no ártico, fica uma lista básica de passeios bem no estilo turistão, para fazer em Estocolmo:

 

– Vasa Museum

– Historiska

– ABBA Museum (SIMMM)

– Skyview

– Rooftops tour

– Gamla Stan – é o centro histórico, onde ficam o palácio e o prédio do prêmio Nobel.

  
 A língua é complicada (mas para quem é fluente em inglês não é tanto assim), as pessoas não são tão educadas quanto na Inglaterra (um mito derrubado) e, claro, faz muito frio! Demos a sorte de pegar sol e céu azul quase todos os dias que ficamos lá, mas o inverno sueco costuma ser beeeem cruel. Cruel nível dias que começam às 9h e terminam às 15h.

Mas, se você ainda tem alguma dúvida sobre o país, apenas lembre-se que a Absolut Vodka, o Candy Crush e o Spotify são nascidos e criados em solo svenska!
Tack och adjö!

Fernanda Jaques

 —–❤️
E ai, gostaram?

Spoiler do Próximo post: meu lugar preferido na época de natal.
Beijos e até o próximo post😘

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